Marcos Mortari
A prematura troca de farpas entre dois dos mais populares candidatos à sucessão do cargo, hoje ocupado pelo ex-sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva, não me provocou qualquer reação de espanto ou surpresa. Já era de se esperar que o embate, ou melhor, o combate começasse antes do soar do gongo. No corner azul, o incansável tucano, José Serra, busca quebrar a seqüência petista no poder, que é defendida, no corner vermelho, por Dilma Rousseff, a “suplente” do atual presidente.
Antes mesmo do início oficial do período de campanha eleitoral, ambos os candidatos já afiam suas garras e traçam estratégias para se saírem vitoriosos desta disputa. Espera-se do candidato do PSDB uma campanha que enfatize seu, apesar de empoeirado, acervo político, destacando, por exemplo, seus tempos de ministro da saúde, quando criou os programas de combate à AIDS e de incentivo à compra dos medicamentos genéricos. Já da ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, uma espécie de campanha-marionete, subordinada aos nove dedos do altamente popular atual presidente e companheiro de partido, Lula, apenas evidenciaria o óbvio. A petista ainda deverá citar um de seus principais projetos: o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), criado como alternativa para estimular o crescimento econômico brasileiro, embora venha sendo alvo de uma série de críticas devido à falta de organização e desrespeito a prazos estipulados.
Ainda é cedo para previsões mais detalhadas a respeito das Eleições 2010, mas preparem-se! Farpas vão voar! Serra e Dilma, nada de golpe baixo! Que a ética seja mantida e que vença o Brasil!
